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| Entre o dia e a noite

  • telmarodrigues
  • 15 de dez. de 2019
  • 1 min de leitura

Atualizado: 20 de dez. de 2019


Entre o dia e a noite

Voltamos às estrelas

Ao despertar da hora.


Entre o dia e a noite

Voltamos costas

A tudo, a nada.


O dia traz a paz,

E a sinfonia dos pássaros

Que voam lá de fora

Sobre as montanhas

Cobertas de neve.


A noite traz a melancolia

Da compaixão.

O frio que gela os ossos

De quem sente o coração quente.


Quando algo te agrada,

Os minutos passam e

Levam de ti a noção dos dias,

A perda da noção

Em forma de vida, vivida.


A noite faz-te perder com o olhar

De quem vê por detrás da luz

Que ofusca os teus devaneios.


O cruzamento do dia e da noite

É por si e em si,

Uma metáfora constante,

De dia vivemos,

À noite relembramos,

O silêncio em que sabemos estar.


O sol é de pouca dura

Claridade obscura,

Mete medo aos mais frágeis.

Não risques uma vida sem teres arriscado antes.


Referência ao poema Noturno de Juan Ramón Jiménez, "Diario de Un Poeta Reciencasado"
"Por onde quer que minha alma navegue, ou ande, ou voe, tudo, tudo é seu. Que tranquila em toda a parte, sempre; agora na alta proa que em duas pratas abre o azul profundo, descendo ao fundo ou subindo ao céu!"

Com paixão,

Telma.


 
 
 

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@ 2019 | Telma Rodrigues

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