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| Desabafo

  • telmarodrigues
  • 21 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de dez. de 2019


Talvez voar não seja uma doença

Seja a solução

Seja a prece de amores

Saudades deitadas em vão.


Seja o rio que transborda

A alma que isola os olhos que cegos devaneiam

Seja o que foi

E a nostalgia que é.


Seja o sentir

O querer viver

Sem deixar acontecer

Olhar no toque de quem sente

Aquilo que nunca viu ou fez.


Aquilo que por entre margens de rios se esconde

E não diz

Só atira ao ar, sem mar 

Seja a relva que por entre as mãos passa 

Seja as letras tremidas soltas e leves 

Que voam sem rumo ou direção.


O querer crescer e perceber o que é o ser

Que transborda a vida 

Que sem querer se fez 

Seja os silêncios contidos 

Guardados por dois voadores.


Seja o mar que grita mais alto o poder de amar

Que sem amor tudo vira o vento que impune 

Sentes, 

Com o medo de sentir

Tudo se guarda

Tudo se vive 

Ou deixamos a vida viver?


Aquilo que sou 

Aquilo que sinto

Aquilo que vivo 

Aquilo que sei 

Que sem olhar para as nuvens 

Deduzo que o que se vive

E perdura com o vento 

Talvez seja a lembrança do que foi

Ou o amor que se é.


É a razão de ver 

Aquilo que o mundo não vê 

É sair de 4 paredes

Em vidas opostas

E perpendicularmente paralelas entre si.

 

Seja aquele que rasteja 

Aquele que deixa 

Aquele que solta uma lágrima 

Aquele que ri 

Tudo tem o mesmo final 

Quando tudo se preenche entre si.


Não é o tempo 

É a lição 

É viver sem condição.


Porque as fases são vidas 

Que por acharmos ser o correto

Acabamos por dar a um beco 

Que sem saída não quer 

Aquele que se perde sem se ver.

 

O pensamento gera a maldição 

De quem nunca viu um ser a dar a mão  

De quem o fez, por mais humilde ato 

Aquele que aguarda um bom trato.


Quem será que dita a vida?

O que foge ou o que sente? 

Quem foge do sentimento 

Vive uma vida a sentir

Que por querer ou não  avida assim o manda 

E entristece aquele que pensa

Só escreve

Só concretiza uma jornada cantada

E Não ouvida 

Só escrita 

E não mostrada 

Só vivida

E não falada.


Vivemos numa moldura 

Presos à ideia de sermos livres

Não passamos de um retrato de mágoas 

Enfatigados e sem sabor.

 

Somos o pouco tempo

De um tempo sem fim, finito.

A incerteza enche a barriga de um relógio que passa veloz e não pára

A vida é bela e nela cabe tudo o que desta faz parte.

Contextualização do poema:

Este poema surgiu para dar asas e força à liberdade de expressão individual.

É um poema que fala de sentimentos na primeira pessoa, sugere sem medos ou tabus, o auto conhecimento da faceta vivida e demonstrada ao longo dos versos escritos.


Com paixão,

Telma.


 
 
 

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@ 2019 | Telma Rodrigues

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